Bem Vindo

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os três estilos

Ballet clássico

O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era exprimir ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo destes virtuosismos é os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adequem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada era os tutus pratos, aquelas saias finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.

Ballet Comtemporânio

O Ballet Contemporâneo, mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico. Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são geralmente colantes e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como ‘Serenade’, ‘Agon’ e ‘Apollo’.

Ballet Romântico

O Ballet Romântico é um dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Ballet. Esse tipo de dança atraiu muitas pessoas na época devido o Movimento Romântico Literário que ocorria na Europa na primeira metade do século XIV, já que se adequava à realidade da época, pois antes as pessoas diziam que não gostavam de Ballet porque não mostrava nada do real. Os ballets que seguem a linha do Romântico pregam a magia, a delicadeza de movimentos, onde a moça protagonista é sempre frágil, delicada e apaixonada. Nesses Ballets se usam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. Estas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças do campo. Como exemplos de Ballets Românticos podemos citar 'Giselle', 'La Fille Mal Gardèe' e 'La Sylphides'.

Sapatilha

Bailarina que pisa no céu,

Mais leve do que o papel.

Leva os sonhos do mundo

Ao mundo belo da arte de bailar.

Deixa o palco e corre nas ruas,

Acentua o passo firme

Em cima da sociedade

E gira em sentido da verdade.

Para você que escolheu o ballet Clássico

Muitos escolhem este tipo de dança.

Alguns desistem.

Outros, fadigados, param nas primeiras subidas.

Há os que avançam, entre dificuldades até alcançarem o auge de uma brilhante carreira.

O principal inimigo é a inconstância que nasce da sensação de frustração quando os frutos custam a aparecer ou não correspondem ao trabalho desenvolvido.

Estamos acostumados a rapidez e a eficiência, duas leis típicas da civilização tecnológica. Mas nem sempre acontece assim na vida de uma estudante de ballet clássico.

Muitas vezes os resultados não são proporcionais aos esforços, as dificuldades, são sempre iguais e ainda maiores. parece que quanto mais avançamos, a meta fica cada dia mais distante.

...quanta energia para tão pequenos resultados!...

Duas condições são indispensáveis para a bailarina, paciência e constância.

Paciência: para aceitar as próprias limitações, para aceitar o fato de com muito esforço conseguir, às vezes, pequenos resultados.

Constância: que faz praticar sempre cada vez com maior empenho, mais exigência de si mesmo, tendo como fundo musical que move, sustem a alenta esperança de atingir a meta.

Dançar é uma arte; e como arte está sujeita a norma de aprendizagem como qualquer atividade humana.

Dançar " bem" exige método, ordem e disciplina.

Pensemos quantos anos são precisos, quanta energia, método e pedagogia para qualquer atividade humana, um pintor, compositor, médico, etc...

Se dançar é arte, não sonhemos alcançar um alto grau de aperfeiçoamento sem energia, ordem, método e paciência.

A arte de dançar é para corações generosos que amam, é para espíritos desenvolvidos que tem uma inclinação natural para o Belo, dada por Deus. ( Não é para qualquer um.)

É para você que é especial!!!!

Dançar

Dançar é como crescer
Um processo lento, cheio de surpresas e lutas.
A realização de feitos que parecem
impossíveis de se concretizar.
Acrobacias que exigem muito mais que
horas de treinamento.
Que só a ousadia tem a capacidade de explicar.
Um constante aprendizado
para o qual nem sempre acham necessário nos preparar.
É preciso ter talento.
Saber misturar, em doses certas,
força e sensibilidade.
Conhecer limites e capacidades.
Sem temer fracassos.
Amar. Amar-se
Sem medos.
Corpo e mente em perfeita harmonia
Essa integração é o segredo da eterna liberdade,
que nos permite alcançar vôos muito, mas muito maiores.
Isto é Dançar!!

Bailarina

A bailarina
um, dois, três quatro,
dobro a perna e dou um salto,
viro e me viro ao revés.
se eu cair, conto até dez.

depois essa lengalenga
toda recomeça.
puxa vida, ora essa,
viro na ponta dos pés.

quando sou criança,
viro orgulho da família,
giro em meia ponta
sobre minha sapatilha.

quando sou brinquedo,
me dão corda sem parar
se a corda não acaba
eu não paro de dançar.

sem quere esnobar,
sei bem fazer um "gran de car"
e pra um bom salto acontecer,
me abaixo num "demi plier."

sinto de repente
uma sensação de orgulho,
se ao contrário de um mergulho,
pulo no ar num "gran gête".

quando estou num palco,
entre luzes a brilhar,
eu me sinto um pássaro
a voar, voar, voar.

toda bailarina
pela vida vai levar
sua doce sina
de dançar, dançar, dançar.

Ballet do Nosso Amor


Quando Te Encontro,
Sinto-me aquela menina Bailarina,
Meus pensamentos voam...
meus pés nem tocam o chão.

Quando te vais
sinto que quem voa,
é o meu coração...
que, sozinha sem o teu...
quer sair de mim também!

Kate Weiss

domingo, 16 de janeiro de 2011

Como tudo Começou ;D


O balé nasceu na Itália no final do século XV, na época do Renascimento. Surgiu através de celebrações e das apresentações de pantomima, um estilo teatral onde os atores se expressam através de gestos, com o menor uso possível de palavras, e normalmente é improvisada. Essas representações dramáticas resultaram no ballet, grandes espetáculos que duravam horas ou dias, e utilizavam a dança, poemas recitados, canções e apresentações teatrais. Tudo isso era organizado em torno de uma história, com homens e garotos divinamente trajados encenando os principais papéis. Nessa época as mulheres não participavam. Esses espetáculos eram apresentados em grandes salões ou em quadras de tênis, pois nessa época não existiam teatros modernos. Apenas a corte assistia essas apresentações, e contratavam os maiores dançarinos para treinar os amadores.

O casamento da italiana Catarina de Médicis com o Rei Henrique II da França em 1533 deu um importante impulso para o desenvolvimento do balé. Diversos artistas especializados em grandes e luxuosos espetáculos foram trazidos da Itália. Em 1581 Catarina de Médicis produziu o nomeou Charles Louis Pierre de Beauchamps para tomar a frente da instituição que foi dissolvida em1780.

Os chamados balés de repertório Coppélia, de Léo Delibes, O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky, O Quebra-Nozes de Marius Petipa e O Lago dos Cisnes de Marius Petipa e Lev Ivanov,ambos com música de Tchaikovsky.

O balé se estruturou na Itália, antes de se desenvolver na França. Em meados do século XVI, Catarina de Médicis levou a Paris o balé "Comique de la Reine". A primeira peça de gênero dramático "Ballet de Circé" foi composta em 1581, pelo músico italiano Baldassarino.

Luís XVI foi o fundador da Academia Real de Dança, em 1661. Esse berço do balé profissional deu grande impulso à dança. O balé passou para o teatro. Os artistas eram sempre do sexo masculino. Usavam máscaras e trajes que dificultavam os movimentos. As mulheres foram incluídas como bailarinas em 1681, po Lully, em seu "O Triunfo do Amor". Os passos eram baixos e sem saltos. Os grandes saltos foram incorporados à técnica pelo grande bailarino Ballon. As cinco posições básicas dos pés foram elaboradas por Pierre Beauchamp. Raoul Feuillet realizou a primeira tentativa de notação de dança com sua "Coreografia ou Arte de Escrever a Dança".

As mulheres passaram a se destacar e contribuíram para o aperfeiçoamento da arte. Marie Camargo criou o jeté, o pas de basque e o entrechat quatre, além de encurtar os vestidos até acima dos tornozelos e calçar sapatos sem saltos.

Jean Georges Noverre foi a figura mais importante da dança no século XVIII. Além de vários bailados, foi autor de "Lettres sur la Danse et les Ballets", que trazia leis e teorias do balé. Ele afirmava que o balé é uma arte nobre, destinada à expressão e ao desenvolvimento de um tema. Criou o balé dramático, onde a história é contada através de gestos. Reclamava maior expressão na dança, simplicidade e comodidade nos trajes, além de mais vastos conhecimentos para os "maitres de balé" e a necessidade de um tema para cada balé. A partir daí, Gaetan e Auguste Vestris criaram novos passos.

O balé romântico surgiu na primeira metade do século XIX, em 1830, e atraiu muitas pessoas devido o Movimento Romântico Literário que acontecia na Europa. O balé romântico é um dos mais antigos e prezam pela magia e a delicadeza de movimentos. A protagonista é sempre frágil, doce, delicada e apaixonada. A marca registrada do balé romântico é a sapatilha de ponta e em seguida os corsets e o tutu (saias feitas de tule, mais longas que o tutu usado no balé neoclássico). O tutu romântico ia até o tornozelo. Os movimentos do balé romântico e a sapatilha dão um ar de delicadeza, leveza e perfeição à bailarina, faz parecer que ela está flutuando, isso mostra claramente a figura da mulher perfeita, idealizada. Como exemplos de balé romântico podemos citar Giselle, de Jean Coralli; e La Sylphide, de Marie Taglioni.

As famosas bailarinas russas começaram a aparecer na Europa em meados do século XIX. Conquistaram de vez os teatros. O Romantismo na dança foi inalgurado por Marie Taglioni. Assim, as bailarinas se tornaram seres quase irreais, em um ideal de imaterialidade. Toda a técnica e estética da dança foi revolucionada. Taglioni criou o *sapato de ponta, dando às bailarinas a possibilidade de executar proezas técnicas e aparência de flutuar nas pontas dos pés, além do *tutu - vestido semi-longo, de tule, com corpete justo, possibilitando liberdade total para os movimentos. Sua mais famosa criação foi "La Sylphide" (1832).

Jean Coralli criou "Giselle" em 1841, um dos maiores bailados tradicionais, de caráter dramático e emotivo. Jules Perrot produziu "Pas de Quatre", em 1845. Em 1870, Arthur de Saint-Léon criou "Coppélia", com música de Delibes.

Marius Pepita, com Cecchetti e Ivanov criou "Quebra-Nozes", em 1892; com Lev Ivanov criou "A Bela Adormecida", em 1890. Todos com música de Tchaikovski, como a maioria dos grandes balés russos.

Pepita preparou vários bailarinos de grande talento. Pelas mãos de Enrico Cecchetti passaram os mais famosos nomes da dança internacional, como Anna Pavlova. O estilo e o método de Cecchetti ainda permanecem.

O balé neoclássico surgiu na época em que os Ballets Russo e Italiano disputavam o título de melhor técnica do mundo. Isadora Ducan foi a musa inspiradora do balé neoclássico, ela foi a famosa bailarina que tirou as sapatilhas, a mesma buscava inspiração nos movimentos das ondas e dos ventos para compor suas coreografias.

A roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, já citados anteriormente, essa era a marca característica da bailarina, pois ficava mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados com perfeição. Como exemplos de balé neoclássico temos O Lago dos Cisnes, de Tchaikovcky.

No começo do século XX, o balé teve um impulso, que se deve a Sergei Diaghilev. A coreografia foi revolucionada por Fokine, que pôs em prática os ideais de Noverre. A dança deveria ser interpretativa, mostrando o espírito dos atores, em harmonia com a música e a arte plástica. O mais célebre bailado de Anna Pavlova - A Morte do Cisne - foi criado por ele, além de 68 bailados, representados no mundo inteiro.

Geração de Samuel - Cia Tempo de Dançar

Gente essa é a Giselle, ela dança muito beem!